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| Johnny Depp narra vida de jornalista |
| Johnny Depp narra vida de jornalista 'maldito' em novo filme Documentário sobre o controverso Hunter S. Thompson entra em cartaz nos EUA. Autor de "Medo e delírio em Las Vegas", Thompson foi o criador do "jornalismo gonzo". ![]() O escritor Hunter S. Thompson, em cena do filme Mesmo com um Oscar no currículo, o diretor Alex Gibney encontrou tantos obstáculos que quase desistiu de filmar seu documentário sobre o jornalista 'maldito' Hunter S. Thompson, ícone da contracultura americana. Com o suicídio de Thompson, em 2005, ninguém queria falar sobre suas experiências alucinógenas, que viraram marca de sua obra. A produção parecia uma missão impossível. Até que o astro Johnny Depp entrou no projeto e conseguiu tira-lo do papel. Depp é o narrador de “Gonzo: The life and work of Dr. Hunter S. Thompson”, que acaba de entrar em cartaz nos EUA. O ator agiu como embaixador do projeto na hora de conseguir entrevistas com outras celebridades e financiamento. "Johnny Depp tem uma empatia muito profunda com Hunter", conta Gibney, cineasta do oscarizado “Taxi to the dark side”, em entrevista à Reuters. Hunter S. Thompson foi o criador de um estilo de jornalismo conhecido como “gonzo”, baseado em impressões pessoais e em elementos da ficção. Seu estilo inspirou não apenas Depp, como gente do quilate do ator Bill Murray (que chegou a encarnar o escritor no filme "Uma espécie em extinção") e do ilustrador Thompson Ralph Steadman, entre tantos outros. ![]() Johnny Depp em "Medo e delírio em Las Vegas" Mas Thompson também é muito lembrado por seu consumo voraz e constante de álcool e drogas, presente em seu livro mais famoso, “Medo e delírio em Las Vegas” -- adaptado para o cinema por Terry Gilliam, em 1998, com Depp no papel principal. Trajetória O documentário relembra o impacto da obra de Thompson, incluindo seu primeiro artigo para a revista “The Nation”, sobre o grupo de motociclistas Hell’s Angels, e seu livro "Fear and loathing on the campaign trail '72", que retrata a corrida presidencial americana de 1972. "Thompson encontrava maneiras invasivas e imprevisíveis de chegar à verdade", diz o cineasta. “Gonzo: The life and work of Dr. Hunter S. Thompson” também mostra os reflexos da morte do jornalista, que se matou com um tiro de espingarda aos 67 anos. O diretor conta que o velório atraiu uma multidão de famosos e custou US$ 2 milhões, bancados por Johnny Depp. ![]() O diretor Alex Gibney, na estrada durante as filmagens de "Gonzo" Além de entrevistas recentes com celebridades e colegas do jornalista, o filme usa imagens de arquivo e faz um panorama da época. “Ele foi um grande escritor e, especialmente, um grande escritor político", afirma Gibney. O esforço do diretor para levar à frente a produção parece ter compensado, já que o documentário conquistou elogios da maioria da crítica nos EUA. O jornal "New York Times", por exemplo, descreve o filme como "uma fascinante aula de história" e o "San Francisco Chronicle" como "detalhista e divertido". Já a revista "Rolling Stone" enfatiza o trabalho de Johnny Depp, que "narra a história de Thompson com a mistura certa de reverência e irreverência". Enquanto, em sua resenha, o crítico veterano Roger Ebert, do "Chicago Sun-Times", derrete-se em elogios e levanta questão: "Como é que esse cara era amado por tanta gente e não se amava?". |
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