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 Entrevistas com o Johnny

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Helen KL
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MensagemAssunto: Entrevistas com o Johnny   Sex Nov 02, 2007 8:32 pm

Entrevista com o Johnny sobre POTC!!

O ator Johnny Depp revela algumas curiosidades dos bastidores de Piratas do Caribe: no fim do mundo, filme que fecha uma das trilogias mais bem-sucedidas na história do cinema!

Depp, de 43 anos, criou uma das figuras mais marcantes do cinema contemporâneo com o adorável trapaceiro capitão Jack Sparrow, um personagem notavelmente brilhante que, admite ele, foi baseado em parte em um de seus próprios heróis, o guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, que participa de No fim do mundo.

Considerado em todo o mundo um dos mais talentosos atores em atividade nos dias de hoje, Depp construiu uma carreira tão imprevisível e
surpreendente como o homem que ele é.

Depp, que atualmente está filmando Sweeney todd, em Londres, com o diretor Tim Burton,
reservou um tempo em de sua ocupadíssima agenda para refletir sobre interpretar o capitão Jack e a conclusão da trilogia Piratas.

Como se sente agora que concluiu a trilogia Piratas do Caribe?
Você tem alguma perspectiva sobre a experiência como um todo neste momento ou isso vem depois?


Embora tenhamos terminado o terceiro há quase seis meses, eu ainda estou meio que nadando nele, se é que você me entende.
Eu não tenho aquele distanciamento e a poeira ainda não baixou. Mas, de maneira geral, é uma reflexão positiva, eu adorei a experiência e até mesmo nos momentos mais estafantes foi positivo.
Foi uma adrenalina.


Foi exaustivo algumas vezes?

Ah, foi. Claro. Acima de tudo, fisicamente, não só para mim, mas para toda a equipe que teve que carregar equipamentos muito pesados montanhas acima.
Foi muito intenso. Como quando estávamos em Dominica.
E, às vezes, quando se está no mar e ele está agitado, você não sabe o que pode acontecer e alguns membros do elenco não passavam nada bem e acabavam ficando com vários tons de verde. (risos)


Todo mundo diz que filmar na água sempre leva o dobro do tempo. Você também achou isso?

Ah, sim, é um obstáculo, bem próximo do impossível. Mas, de algum modo, esses caras conseguiram.

Como foi o último dia como Jack Sparrow? Deve ter sido um grande momento da sua vida, não é?

Foi um daqueles momentos em que você tenta de todas as maneiras adiar. Lembro de ir até Gore (Verbinski, o diretor) e ele dizer:‘“Acho que já temos tudo, cara, mas você quer fazer mais uma tomada?”.
E eu dizia: “Quero, quero, vamos fazer outra vez.” E então, depois de termos acabado, eu ia até ele e perguntava: “Tem certeza de que não temos mais nada para filmar?”.
Você foi aquela pessoa durante tantos meses que não quer dizer adeus, é estranho.


Onde você estava no último dia?

Nós estávamos num estúdio ao norte de Los Angeles. Uma das últimas coisas que eu filmei foi a cena em que Jack fala com ele mesmo.

Então, de certa forma, foi uma cena de reflexão?

Foi. Era um diálogo entre o bem e o mal que ele tem com ele mesmo.

Houve algum tipo de comemoração na ocasião?

Houve. A equipe e Gore fizeram uma bela montagem com s, uma coisa enorme, emolduraram e assinaram.
Tivemos um grande bolo e champanhe. Foi muito emocionante.
Foi como se todos estivéssemos dando adeus ao capitão Jack naquele momento.


E ele é um personagem que mudou sua vida, certo?

Ah, sim. Ele trouxe muitas coisas boas para o meu mundo e para o mundo dos meus filhos; então, eu sempre terei muito carinho por ele,
além do fato de ter sido um prazer absoluto interpretá-lo. Foi um estouro total.


Então você o interpretaria de novo?

Nunca se deve dizer nunca. Quero dizer, com algumas coisas você diz, mas com relação a isto, eu acho que não.
Se eu fosse convidado para interpretar o capitão Jack outra vez, sob as circunstâncias certas,
com todos os elementos adequados e apropriados envolvidos e um bom roteiro, eu com certeza pensaria seriamente na possibilidade.


E quanto à participação de Keith Richards?

Ah, foi ótimo. Deus, foi ótimo. Ele foi tão legal.
Primeiramente, não só para mim, mas para toda a equipe foi algo muito especial. Quero dizer, ver Keith Richards chegar para trabalhar totalmente preparado, bonito, às 7h30, 8h da manhã.
Foi tipo: “Como assim?” (risos) Sem dúvida, uma experiência inacreditável.


Você ficou preocupado com a possibilidade de ele seguir meio no ritmo rock&roll e chegar um pouco atrasado no set?

Bem, você não sabe (risos). Não dá pra saber. É algo totalmente fora da praia dele. Mas, cara, que profissional.
Ele chegou e nos ofuscou. Foi surpreendente. Simplesmente surpreendente. E adorável.
Esta equipe está trabalhando junta desde 2002, quando fizemos o Piratas 1, e foi a primeira vez que eu vi a equipe inteira aparecer no set – e não eram 200 pessoas, eram 500 ou 1.000, sabe. (risos)
Nós queríamos espiar, tentar ver um pouco do mestre.


Vocês saíam depois do trabalho?

Sim, sim. Passamos muito tempo juntos. O único comentário que fiz foi que ele parecia saber bem como atrair uma multidão.
Ele foi super, super amável e não podia ter sido mais simpático com todo mundo. Ele chegou como um atirador.


Ele permaneceu no set durante muitos dias?

Acho que foram quatro ou cinco dias. E eu sei que havia todo tipo de especulação e notícias esquisitas do set sobre coisas que de fato não aconteceram,
mas ele foi incrivelmente habilidoso em termos gerais. Acho que ele nunca tinha feito um filme antes, e ficou tipo:
“Ah, então eu fico aqui e digo isso e depois ando até aqui e faço isso”. Após duas tomadas, Gore dizia: “Certo, próxima”.
Eu comecei a chamá-lo de Richards Duas Tomadas.


Isso forneceu algum tipo de subsídio para o seu desempenho?
Antes você disse que Keith foi a inspiração para Jack, então como foi ter a inspiração presente?


Foi ótimo, cara, foi ótimo. Isto pode soar estranho, mas como Jack, eu sentia como se conhecesse Keith muito melhor e há muito mais tempo do que como Johnny.
Entende? Sabe, se eu estivesse caracterizado ou no “modo Jack”, seria muito mais fácil interpretar e improvisar.
É quase como uma jam session, em certo sentido. Já para mim, para Johnny, chegava um certo momento que eu me calava.


Por que você o admira tanto?

O Keith é uma ótima companhia para sair junto, é realmente um cara maravilhoso.
Mas sempre tem aquele tipo de coisa que reverbera dentro de mim – ele é um dos meus heróis guitarristas e eu não posso fugir disso.
Algumas pessoas devem sentir isso também em relação a você...
Não posso imaginar isso comigo (risos).


Mas algumas pessoas o vêem do mesmo modo, em seu ramo.

Sim, talvez alguém tenha visto um filme ou tenha gostado de um personagem, mas sabe, é Keith Richards. É Keith Richards!

Têm muitos britânicos no filme. Você se dá bem com os atores britânicos?

Sim, sempre me dei muito bem com eles. Em Piratas 1, meu maior inimigo era Jack Davenport, no papel do comodoro Norrington, e nós somos grandes amigos.
Sempre me senti em casa, em Londres. Para meus filhos, é como se fosse sua segunda ou terceira casa, e eles estão muito acostumados a irem para lá.
Nós vamos a certos restaurantes e a certos lugares e o tratamento é pelo primeiro nome.


Quando você analisa os papéis ao longo dos anos, existe um aspecto comum entre eles?

Eu não sei. Acho que talvez sejam necessários alguns anos de distanciamento para analisar isso.
Então talvez você possa dizer: “Ah, vejo a ligação aqui...” Se você observá-los bem de longe, acho que a ligação seria que eles são um pouco “fora dos padrões”,
seja Cry baby; Edward mãos de tesoura; Sam, de Benny e Joon; ou Axel, de Arizona dream – um sonho americano; Ed Wood... sim, eles são meio fora dos padrões!


E com Sweeney Todd também…

É, não se pode ser mais fora dos padrões do que aquele pobre coitado.
Fora dos padrões forçado também.
Acho que se existir uma coisa em comum, é isso que eu posso perceber (risos).
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MensagemAssunto: Entrevista do Johnny à Revista Época   Sex Nov 02, 2007 8:39 pm

Entrevista do Johnny à Revista Época

O ator conta como se baseou no roqueiro Keith Richards (que agora participa do filme) para compor o pirata Jack Sparrow de Piratas do Caribe

Sem a prótese de dentes de ouro com a qual acostumou a conviver nos últimos dois anos, usando chapéu e óculos de grau e sempre muito cool, Johnny Depp falou com a imprensa internacional, via satélite de Londres, onde ele está terminando de rodar seu próximo filme, o musical Sweeney Todd, no qual interpreta um barbeiro serial killer.

ÉPOCA - Cinco anos depois e um faturamento mundial de US$ 1.7 milhão somente com os dois primeiros filmes, a trilogia Piratas do Caribe chega ao fim.
Como avalia essa jornada?


Johnny Depp - Filmar Piratas para mim entra naquela categoria de um estranho trabalho a cair nas mãos de um homem maduro (risos).
Em suma foi um deleite fazer um filme dessa escala e com resultado tão inovador, principalmente para alguém que sistematicamente sempre fez filmes mais difíceis de atrair grande público como eu (risos).
Bato três vezes na madeira também pelo fato de não ter ficado mareado ao filmar cenas em alto-mar.
Nos últimos anos de minha vida, o que mais vi pela frente foi gente ficando verde (risos).


ÉPOCA - Neste filme você contracena com um dos ícones do rock mundial: Keith Richards. Como foi o encontro?

Depp - Foi lindo. A melhor analogia que posso fazer dele é a de um atirador do velho oeste chegando e conquistando uma cidade inteira.
Toda nossa equipe ficou encantada. Um dos técnicos chegou a encomendar um violão especialmente para Keith na Danny Ferrington, um dos maiores especialistas em violões e guitarras costumizadas,
somente na eventualidade de ele querer dedilhar um pouco de música em cena, o que acabou acontecendo.


ÉPOCA - Keith Richards foi uma de suas inspirações Jack Sparrow, correto?

Depp - O personagem nasceu da idéia, mas não de uma imitação, dessa figura mítica que Keith representa ao rock’n’roll.
Mas Jack Sparrow também toma emprestado dos desenhos que assisti com meus pimpolhos. Meus personagens costumam brotar assim, de coisas pelas quais sou apegado.
Edward Mãos de Tesoura nasceu das memórias de um cachorro que tive quando adolescente.


ÉPOCA - Muita gente tem uma opinião diferente a respeito de seu método de atuar.
E você, como o descreveria?


Depp - Talvez a melhor maneira que eu tenha para descrever meu trabalho é compará-lo com um grande ensopado feito com as sobras de comida do dia anterior (risos).

ÉPOCA- No próximo mês completam-se três anos da morte de Marlon Brando, um ator de quem você foi muito amigo.
O que Brando representou para sua geração?


Depp - Muito. Mesmo ao balançar uma colher de café em cena, Brando era capaz de criar momentos de profunda grandeza. Nesse aspecto, nunca houve um ator como ele.

ÉPOCA - Sweeney Todd, seu próximo filme, será bem diferente de Piratas: um musical sobre um barbeiro/seria killer inglês
que costumava cortar a garganta de suas vítimas. Por que escolheu esse projeto?


Depp - Essencialmente faço qualquer coisa que meu amigo Tim Burton me peça (risos). Em segundo lugar, trata-se de um brilhante trabalho do compositor Stephen Sondheim. Por fim, é um enorme desafio, pois cantar num musical é uma arena pela qual nunca transitei antes. Um homem de 43 anos entrando em estúdio para gravar pela primeira vez é muito estranho e não recomendo. (risos). O mais importante é que ainda não fui demitido (risos).

ÉPOCA - O que achou da eleição de Nicolas Sarkozy para a presidência da França?

Depp - De minha perspectiva de estrangeiro, acredito de que se trata de um período muito excitante para a França. Mudanças, o desconhecido, costumam sempre gerar uma certa excitação. Sarkozy parece ter feito grandes promessas para a França, então esperemos pela direção que ele irá tomar.

ÉPOCA - Pensa em possuir cidadania francesa algum dia?

Depp - Esse é um vespeiro que eu definitivamente não quero mais cutucar (em 2003, Depp foi bastante atacado ao criticar o governo Bush e dizer que os EUA são como um “cãozinho estúpido e agressivo”) Sou muito feliz como cidadão americano. Com meus filhos tendo dupla cidadania, o que me faz ser um convidado oficial na França, isso já é suficiente para mim.
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